
Análise: Bolsonarismo vê brecha em rebelião do Congresso
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda está longe de ser uma “bala de prata” contra o bolsonarismo
A prisão de Jair Bolsonaro (PL) gerou, nos bastidores, duas reações que evidenciam a resiliência do movimento liderado pelo ex-presidente, conhecido como bolsonarismo. Por um lado, acelerou o debate sobre a necessidade de a direita marchar unida, colocando-se em melhores condições de enfrentar o presidente Lula (PT) em 2026. Por outro, aproximou ainda mais o bolsonarismo da cúpula do Congresso Nacional, justamente no momento em que as lideranças do Senado e da Câmara ensaiam uma rebelião contra o governo.
Bolsonaristas reforçaram hoje a cruzada do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de seu grupo político nos planos de vetar a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal). Também intensificaram, na Câmara, o apoio ao rompimento do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o PT, na expectativa de finalmente pautar o projeto que reduziria as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e, consequentemente, a de Jair Bolsonaro.
Tudo isso demonstra que a prisão do ex-presidente ainda está longe de ser uma “bala de prata” contra o bolsonarismo.



