
Análise: Frente pró-Master é a mesma que enterrou a Lava Jato
Há uma diferença crucial no caso Master: na Lava Jato, não havia, como há hoje, parentes de ministros do STF que tenham recebido, direta ou indiretamente, milhões de reais dos investigados
Foi uma frente liderada por políticos, advogados e pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que enterrou aquela que era considerada a maior operação de combate à corrupção da história do Brasil: a Lava Jato.
Hoje, é uma frente também formada por políticos, advogados e pela Suprema Corte que parece atuar para enterrar aquela que já é apontada como a maior fraude bancária da história do país: o caso do Banco Master.
Na Lava Jato, a estratégia foi buscar nulidades processuais para frear investigações e anular condenações. Agora, o movimento se repete, mas com algumas diferenças importantes. Lá, o alvo principal era o sistema judicial de 1ª instância. No presente, os alvos são a PF (Polícia Federal) e o BC (Banco Central).
No entanto, há uma diferença ainda mais crucial nesse processo. Na Lava Jato, não havia, como há hoje, parentes de ministros do Supremo que tenham recebido, direta ou indiretamente, milhões de reais dos investigados. Agora, há.



