Análise: Moraes e as dúvidas que pairam sobre o Master
Pelo rigor com que trata os seus casos, fosse Moraes o relator neste episódio, é de se imaginar que ele já teria peticionado o escritório e o banco para que prestassem logo informações
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), soltou duas notas, nesta terça-feira (23), para tentar explicar o que achava que ele achava que devia explicar sobre a acusação de que procurou o presidente do BC (Banco Central) para tratar de assuntos do Banco Master, cliente do escritório da mulher dele.
As duas notas ainda deixam dúvidas. Por exemplo: houve de fato um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório da mulher de Moraes e o Banco Master? Qual é o objeto de contrato? Houve algum serviço prestado? Se sim, qual?
E principalmente: por que um valor tão elevado e absurdamente fora dos preços cobrados no mercado?
Pelo rigor com que trata os seus casos, fosse Moraes o relator neste episódio, é de se imaginar que ele já teria peticionado o escritório e o banco para que prestassem logo informações. Ou mesmo a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a PGR (Procuradoria-Geral da República), ambos mudos até agora, para se manifestarem sobre o caso.
No entanto, nada disso aconteceu. Só duas notas falando o que achava que tinha que falar, mas as dúvidas seguem.




