Análise: STF por dentro é o que se imagina por fora
O Supremo acreditou que afastar o ministro Dias Toffoli do caso Master daria algum fôlego à Corte, mas errou
O STF (Supremo Tribunal Federal) acreditou que afastar o ministro Dias Toffoli do caso Master daria algum fôlego à Corte, em meio à maior crise de sua história, mas errou.
O vazamento, com detalhes, da reunião que selou o destino do magistrado, publicado pelo site Poder360, revelou que o Supremo parece ser por dentro exatamente aquilo que aparenta quando visto de fora.
Uma instituição acuada, de forte espírito corporativista, preocupada antes de tudo com a própria autodefesa, crítica de quem a critica e, sobretudo, que ignora a opinião pública.
Oito dos dez ministros defendiam a permanência de Toffoli no caso Master, à exceção do presidente da Corte, Edson Fachin, e da ministra Cármem Lúcia, a quem coube relatar uma experiência pessoal.
Ela advertiu que todo taxista com quem conversa manifesta críticas ao Supremo e que a população está contra o STF. As escolhas da Corte, portanto, não são por falta de aviso.




