Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 20 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os 3 Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

William Waack

Análise: Vaga no STF é investimento político

Dado o perfil cada vez maior do STF como um tribunal político, a escolha de uma vaga para uma Corte que não só julga, mas legisla e executa, não é encarada apenas nos âmbitos técnico e jurídico

Luís Roberto Barroso e Luiz Inácio Lula da SIlva  • Antônio Cruz/Agência Brasil
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A vaga de uma das cadeiras mais valiosas da República foi aberta nesta quinta-feira (9), com o anúncio da aposentadoria de Luís Roberto Barroso do STF (Supremo Tribunal Federal). Com isso, a escolha do presidente Lula (PT) deixará claro quais são as prioridades do presidente atualmente.  

Quando escolheu seu ex-advogado, o ministro Cristiano Zanin, e seu então ministro da Justiça, Flávio Dino, para o Supremo, o petista se baseou nos critérios pessoais de lealdade e confiança. Lula vai manter esses critérios agora, mas os cotados da vez tem por trás mais do que isso. 

O PT e advogados alinhados defendem os nomes do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinicius Carvalho. Pelos lados do STF e da cúpula do Congresso, o favorito é o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas, cria do ex-presidente José Sarney e do senador Renan Calheiros (MDB-AL), é outro nome cotado, mas corre por fora.

Dado o perfil cada vez maior do STF como um tribunal político, a escolha de uma vaga para uma Corte que não só julga, mas legisla e executa, não é encarada apenas nos âmbitos técnico e jurídico. Ela é tratada como um investimento político.