Bolsonarismo perde ao misturar caso Marielle com STF
Os bolsonaristas acharam que tudo era apenas mais um caso de ativismo judicial e passaram a difundir a tese de que a prisão de Brazão era ilegal porque ele não foi preso em flagrante

O bolsonarismo tentou ligar um dos mais brutais crimes políticos da história do país com a hipertrofia do Supremo Tribunal Federal perante os outros poderes. Se deu mal. E foi o grande derrotado do dia. Justamente porque são duas coisas distintas.
As investigações até agora do assassinato de Marielle colocam o deputado Chiquinho Brazão como peça fundamental para a morte da vereadora. E justificaram a prisão dele por reiteradas tentativas de obstruir as investigações.
A Câmara fez o que lhe cabia fazer: um julgamento político dele com base nessas apurações.
Os bolsonaristas acharam que tudo era apenas mais um caso de ativismo judicial e passaram a difundir a tese de que a prisão de Brazão era ilegal porque ele não foi preso em flagrante.
Como se fosse tão simples assim flagrar uma obstrução de justiça.
Ou pior, um acusado de mandar matar alguém. No fundo, miraram o STF para acertar Marielle. E erraram.



