CGU chama informante da PF que falou sobre Lulinha para depor
Ele será ouvido dentro de uma investigação interna da controladoria relacionada à atuação da empresa World Cannabis
A Controladoria-Geral da União chamou para prestar esclarecimentos o informante da Polícia Federal que afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, pagava mesadas ao empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, em troca de acesso a órgãos de saúde do Governo Lula para a venda de produtos ligados ao canabidiol.
Ele será ouvido dentro de uma investigação interna da CGU relacionada à atuação da empresa World Cannabis e à suposta influência dela sobre servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde e IQuego.
A informação foi confirmada por ele próprio à CNN, que não publica seu nome a seu pedido.
Fontes próximas a CGU também confirmaram a informação, mas afirmaram que a investigação foi aberta a partir de um pedido do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator na corte da investigação que apura fraudes no INSS.
Em decisão proferida em dezembro, Mendonça determinou que fosse expedido ofício a CGU para que fossem apuradas eventuais ilícitos praticados por servidores “relativos a revisão da RDC 327/2019, bem como em outros processos administrativos cujo interesse seja atribuído às pessoas jurídicas World Cann”.
A empresa tinha por objetivo se desenvolver no mercado de cannabis medicinal e era de propriedade do “Careca do INSS”. Ele contratou a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para defender seus interesses junto ao governo.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontaram o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil a uma empresa dela, na qual o “Careca do INSS” faz referência, em mensagens, a que esse valor seria para “o filho do rapaz”, sem especificar quem seria o rapaz. Há suspeita de que “o filho do rapaz” seja Lulinha.
As defesas do filho do presidente, de Luchsinger e do empresário Antonio Camilo negam qualquer irregularidade.



