Servidor do Serpro no RJ teria vendido informações de ministros
Segundo fontes diretamente ligadas à investigação, o funcionário atuaria no Centro de Atendimento ao Contribuinte no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro
A investigação interna da Receita Federal aponta que o servidor do Serpro (empresa estatal federal de processamento de dados), Luiz Antônio Martins Nunes, teria vendido informações sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares.
O caso dele é considerado o mais grave dentre os quatro alvos da operação da Polícia Federal dessa terça-feira (17), que apura vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares.
Segundo fontes diretamente ligadas a investigação, Nunes atuaria no Centro de Atendimento ao Contribuinte no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro.
Apesar de ser do Serpro, ele estava cedido à Receita Federal atuando na ponta no atendimento aos contribuintes. Essa posição, segundo fontes, garante acesso direto a dados sigilosos.
Ainda não há uma avaliação se os quatro alvos trabalhavam de maneira interligada.
Em nota, o Serpro afirmou que "todos os sistemas desenvolvidos e mantidos pela estatal são rastreáveis, e nossos empregados não têm acesso direto ao conteúdo das bases de dados dos órgãos clientes. A empresa segue rigorosamente normas de segurança, privacidade e governança, e colabora integralmente com as autoridades para esclarecimento dos fatos." (leia nota na íntegra abaixo)
A CNN tenta contato com as defesas dos citados. O espaço segue aberto para atualizações.
O que diz o Serpro
Em relação às investigações que apontam possível acesso não autorizado a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parentes, a empresa pública de tecnologia esclarece que todos os sistemas desenvolvidos e mantidos pela estatal são integralmente rastreáveis, permitindo a identificação, o monitoramento e a auditoria de eventuais irregularidades.
O Serpro reafirma que sua atuação é pautada pelo compromisso permanente com a segurança da informação, a privacidade, a proteção de dados e o estrito cumprimento da legislação vigente. A empresa adota controles técnicos e mecanismos de governança que asseguram integridade, confidencialidade e rastreabilidade das operações realizadas em seus ambientes tecnológicos.
A estatal ressalta que seus empregados e empregadas não possuem acesso ao conteúdo das bases de dados dos órgãos clientes. A atuação do Serpro limita-se à provisão e à gestão da infraestrutura tecnológica e dos sistemas, não havendo permissão institucional para consulta a informações fiscais ou pessoais armazenadas nas bases sob responsabilidade dos órgãos atendidos.
O Serpro permanece à disposição das autoridades competentes e colabora integralmente com quaisquer averiguações necessárias ao completo esclarecimento dos fatos.



