Acordo para lançar Pacheco ainda esbarra em busca por chapa forte
Senador nega candidatura, mas tem encontro com Lula no estado na sexta (20) e estaria estudando filiação ao União, MDB ou PSB

Às vésperas de mais um encontro com o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda esbarra na resistência do senador a ser candidato ao governo de Minas Gerais e também na necessidade da formação de uma chapa forte.
Apesar das negativas públicas, Pacheco será alvo de mais uma investida de Lula nesta sexta-feira (20), quando os dois estarão juntos durante a visita do presidente ao estado mineiro.
Em um cenário em que Pacheco seja convencido, o senador, segundo interlocutores, estaria avaliando três possíveis legendas para se filiar: União Brasil, MDB e PSB.
No União e no MDB, a base partidária heterogênea tem tornado a negociação mais complexa. O PSB tem surgido como uma espécie de plano B para o senador. Ali, o caminho para uma candidatura seria livre de turbulências, segundo uma fonte próxima a Pacheco.
Mas a legenda custa a entregar uma estrutura mais robusta para a campanha, como tempo de televisão e inserção no estado, por meio de um número expressivo de prefeituras. Uma candidatura competitiva, portanto, dependeria da adesão de ao menos um dos dois demais partidos. Ou, no melhor dos cenários, os dois.
A tendência, ainda de acordo com fontes próximas ao senador, é que a candidatura poderia avançar rapidamente se Lula conseguir amarrar um bom acordo para embasar a chapa. O presidente, segundo líderes petistas, deve se dedicar pessoalmente à negociação em Minas Gerais nos próximos dias.
A pressa por uma definição no segundo maior colégio eleitoral do país vem tensionando o governo e o PT. Nos bastidores, líderes petistas em Minas dizem, sob reserva, que a candidatura de Pacheco é, neste momento, a única alternativa para construir um palanque forte para a reeleição de Lula no estado.



