Rodrigo Pacheco procura PT e anima partido em MG

Segundo apuração de Matheus Teixeira, o senador retomou diálogos sobre possível disputa ao governo de Minas Gerais, o que é visto como estratégico pelo PT devido à importância do estado nas eleições presidenciais

Da CNN Brasil
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Rodrigo Pacheco buscou recentemente nomes importantes do PT em Minas Gerais para retomar conversas sobre uma possível candidatura ao governo do estado, movimento que animou a legenda, "que hoje não tem um candidato claro, e está mal nas pesquisas quando é um nome próprio". A apuração é de Matheus Teixeira ao Bastidores CNN.

"Minas Gerais é uma espécie de espelho do Brasil, tem uma área mais ligada no Nordeste, outra ao Centro-Oeste, outra ao Sudeste, portanto essa diversidade de Minas transforma o estado em um reflexo do Brasil e quem ganha as eleições em Minas costuma ser o vitorioso do âmbito nacional", explicou Teixeira: "Diante desse cenário, todos os candidatos à Presidência da República estão com muita atenção voltada para Minas Gerais - e esse é o caso da relação entre o presidente Lula e o ex-presidente do Senado, Davi Pacheco".

O interesse de Pacheco em dialogar com o partido foi interpretado como um sinal positivo nos bastidores, já que o PT mineiro atualmente não possui um candidato com forte desempenho nas pesquisas. A legenda vê no senador um perfil mais moderado e agregador, com maior potencial para ampliar alianças e garantir presença no segundo turno.

Cálculo político e estratégia eleitoral

Pacheco tem resistido a confirmar sua candidatura, pois avalia que uma eventual derrota poderia trazer mais desgaste do que benefícios políticos. No entanto, o cálculo político que estaria considerando envolve diferentes cenários: abandonar a vida pública e retornar à advocacia privada, o que diminuiria suas chances de alcançar uma vaga no Supremo Tribunal Federal, ou aceitar o "sacrifício" de uma candidatura que, mesmo sem vitória, poderia mantê-lo como aliado importante para um eventual segundo mandato do atual governo federal.

Mesmo em caso de derrota na disputa estadual, Pacheco poderia ser nomeado para um ministério em um futuro governo, o que o manteria no radar para possíveis indicações ao STF. A resistência do Senado à indicação de Jorge Messias para o Supremo estaria relacionada justamente ao desejo de Pacheco de ocupar uma cadeira na corte.

Para o PT, ter o senador como candidato ao governo mineiro representaria um importante palanque no segundo maior colégio eleitoral do país durante a próxima disputa presidencial, especialmente em um eventual segundo turno.

"O fato é Minas Gerais representa o Brasil, o PT está muito preocupado e vê qualquer sinal de Pacheco já com bons olhos para manter aceso esse desejo de ter o ex-presidente do Senado como candidato a governador", apontou o analista.

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