Análise: General trata plano como "devaneio pessoal"
Mario Fernandes afirma que documento foi apenas uma ideia pessoal, mas investigações da PF apontam tentativas de execução do plano
O general Mario Fernandes admitiu ter idealizado o chamado plano "Punhal Verde e Amarelo", mas caracterizou o documento como um devaneio pessoal. Em sua declaração, ele alegou que o plano foi apenas digitalizado e impresso devido ao hábito de não ler informações diretamente na tela.
A justificativa apresentada por Fernandes, no entanto, contrasta com as investigações da Polícia Federal, que apontam para tentativas concretas de execução do plano. As autoridades identificaram o monitoramento de pessoas que teriam agido com o objetivo de colocar em prática os ataques e atentados listados no documento.
A alegação de que o plano não passou de uma ideia temporária e individual enfrenta contradições diante das evidências coletadas. O relatório detalhado que embasa o processo apresenta elementos que sugerem a existência de ações práticas relacionadas ao documento.
A postura do general em admitir a autoria do plano, mas minimizar sua importância, é vista como uma possível estratégia jurídica. A existência de documentos e indícios claros de seu envolvimento pode ter motivado essa abordagem defensiva, que busca reduzir a gravidade das acusações ao caracterizar o plano como uma iniciativa isolada e sem consequências práticas.



