Clarissa Oliveira
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Clarissa Oliveira

Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

Costela, vinho e nomes de centro-direita: como foi o jantar para Edinho

Evento organizado por advogados em homenagem ao novo presidente do PT teve até presença de ex-ministro de Jair Bolsonaro

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Costela assada, vinhos encorpados e uma lista de convidados para lá de heterogênea marcaram o jantar realizado na noite dessa segunda-feira (18), em Brasília, em homenagem ao novo presidente nacional do PT, Edinho Silva. O encontro, feito a convite de dois advogados, foi além da esquerda e do chamado centrão. Até o ex-ministro Ciro Nogueira, fiel escudeiro de Jair Bolsonaro, foi à festa.

Edinho Silva assumiu recentemente o comando nacional do PT, após a eleição interna realizada em junho. O dirigente chegou ao comando partidário pelas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a missão de preparar o terreno para a campanha presidencial do ano que vem.

Presidente do PP, Ciro Nogueira, segundo relato do jornal Folha de S. Paulo, e confirmado pela CNN, disse que precisava cumprimentar o “amigo” Edinho, já que no dia seguinte teria que atacá-lo no lançamento da federação entre União Brasil e PP. No jantar, também estavam presentes nomes como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), além de vários ministros de Lula e parlamentares.

É em parte pelo bom trânsito com vários setores da política nacional que Edinho foi apadrinhado por Lula para presidir o PT, em substituição à agora ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Ex-prefeito de Araraquara, ex-presidente do PT de São Paulo e ex-ministro da Secom no governo Dilma Rousseff, Edinho se tornou nos últimos anos um dos homens da confiança de Lula.

Durante o jantar, a eleição presidencial de 2026 foi assunto recorrente. Nas rodinhas do centrão, sobravam apostas sobre uma eventual candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Palácio do Planalto. Entre petistas, falava-se principalmente nas perspectivas de recuperação da popularidade de Lula. E a torcida maior era por um candidato no campo adversário que viesse com o sobrenome Bolsonaro.