Clarissa Oliveira
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Clarissa Oliveira

Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

Em modo de espera, Messias age para abrir canal com Alcolumbre

De volta das férias, ministro retoma discretamente articulação, na esperança de nova indicação para o STF

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Na expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volte de fato a indicá-lo ao Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, vem tentando reabrir um canal de diálogo com Davi Alcolumbre (União).

O ministro, que estava em férias até ontem, decidiu retomar conversas com interlocutores do presidente do Senado.

O movimento ainda é incipiente e vem sendo feito com muita cautela, de acordo com interlocutores de Messias ouvidos pela CNN. Não houve até agora nenhum contato direto entre os dois.

No círculo próximo do AGU, persiste a confiança de que Lula cumprirá a promessa de uma nova indicação. Mas o momento para que isso ocorra segue em aberto.

Como a CNN revelou, Lula assegurou a Messias que reservaria para ele a vaga no Supremo já na primeira conversa que tiveram após o nome do AGU ter sido indicado para o Senado, no início do mês.

O presidente, segundo os relatos, entende que a rejeição de Messias pelos senadores foi uma afronta política e insiste na prerrogativa de escolher o titular da cadeira.

Desde que Messias teve o nome rejeitado, ainda de acordo com os relatos, Lula tem feito vários acenos ao AGU. Por exemplo, o presidente fez questão de convidar Messias para acompanha-lo em sua última viagem oficial.

O ministro estava em férias e interrompeu o descanso para acompanhar o presidente.

Apesar de o próprio Lula ter manifestado a auxiliares a intenção de reconduzir Messias, uma ala no Palácio do Planalto segue defendendo que o presidente desista da indicação.

Um argumento é que a tensão política envolvida no episódio foi grande demais. E que haveria mais facilidade em optar por uma mulher para a vaga.

Mas há também quem insista que o mais provável, neste momento, é que Lula só faça uma nova indicação com uma clareza maior do cenário eleitoral.

Possivelmente depois da ida às urnas. A aposta é que uma vitória ou a perspectiva dela torne o terreno favorável à aprovação do nome de Messias.