Caminhoneiros anunciam greve em SP; polícia diz que não há impactos

Manifestação ocorre para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a colocar em votação a "MP do Frete"

Giuliana Zanin, da CNN Brasil*, Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
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O presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, anunciou que a partir desta segunda-feira (13) diversos caminhoneiros iniciaram uma paralisação dos portos de distribuição. O objetivo é pressionar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para colocar em votação um texto que estabelece um piso de custo mínimo para as operações da categoria.

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Até o momento, a Polícia Militar de São Paulo informou que não há impactos no trânsito. A PM acompanha uma manifestação pacífica na Rua Augusta Scaraboto, em Santos, onde há cerca de 70 pessoas reunidas, mas a via está liberada aos veículos.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Wallace, conhecido como Chorão, disse que está lutando há duas semanas, junto com outros caminhoneiros, para que o Senado coloque a pauta na agenda de votação, mas que não obtiveram resposta.

"A orientação é que você não saia para viajar a partir da meia-noite para que a gente possa acompanhar até terça-feira (14) para ver se de fato (a MP) vai entrar na pauta para votar", disse o presidente.

A "MP do Frete", aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, impõe penalidades para empresas que descumprirem o pagamento do piso mínimo do frete, como multas e suspensão do transporte. A votação precisa ocorrer até esta quinta-feira (16) para evitar que a medida perca a validade.

Em nota, a APS (Autoridade Portuária de Santos) informou ue tomou conhecimento da mobilização e que as operações ocorrem sem anormalidades. Além disso, aponta que não há registro de impactos no trânsito das vias portuárias decorrentes do protesto.

Segundo o órgão, no início da manhã houve um bloqueio parcial no acesso ao Porto, por menos de uma hora, no qual os manifestantes permitiam a passagem quando solicitada.

Já a PRF (Polícia Rodoviária Federal), disse que não identificou pontos de interdição nas rodovias federais e que permence com o monitoramento.

A CNN Brasil procurou Davi Alcolumbre para um posicionamento e aguarda um retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

Veja posicionamento do líder dos caminhoneiros na íntegra:

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Entenda a proposta

A medida provisória publicada pelo governo federal em março deste ano estabelece novas regras de regulamentação para empresas que contratam caminhoneiros para a realização de transporte rodoviário de cargas.

A pauta estabelece um piso de custo mínimo para as operações da categoria, com o cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, assim como o cadastramento das viagens e a geração do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte).

De acordo com a MP, caso a empresa descumpra as regras, ela terá que pagar multas que variam de R$ 100 mil a R$ 1 milhão.

Em março, Ladim deu uma entrevista exclusiva ao CNN Money e explicou que a publicação da medida mostrava um avanço para a categoria. Segundo ele, o projeto conseguiria impedir com que as empresas trabalhassem abaixo dos custos obtidos pelos motoristas.

Os caminhoneiros também exigem demandas adicionais à medida, como isenção de pedágio para veículos vazios e redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para reduzir o preço dos combustíveis.

O intuito é fortalecer a fiscalização e aplicar sanções para proteger os transportadores autônomos de exploração econômica.