Cleber Rodrigues
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Cleber Rodrigues

Gaúcho radicado no Rio. Há quase 20 anos traduzindo os fatos com leveza, responsabilidade e bons bastidores. Quase sempre acompanhado de um café.

Witzel defende "posse imediata" de Ruas e se põe à disposição para ajudar

Em agosto, ex-governador declarou apoio a Anthony Garotinho, que teve candidatura indeferida pelo TSE; retotalização dos votos está marcada para este sábado (10)

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (Democratas-RJ) parabenizou Douglas Ruas (PL) nesta quinta-feira (8) após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anular, por 5 votos a 2, os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos). A decisão abriu caminho para que Ruas seja declarado governador eleito em primeiro turno, após a retotalização dos votos, marcada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o próximo sábado (10).

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Witzel defendeu a posse imediata de Ruas e afirmou que os principais desafios do próximo governador serão a segurança pública e a economia.

"É preciso que nós resolvamos o problema da segurança. É preciso resolver o problema da economia do nosso estado. O empresário precisa de recursos, precisa gerar emprego, precisa gerar oportunidade", afirmou Witzel.

Segundo o ex-governador, Ruas demonstrou equilíbrio durante a campanha e será um bom governador para o estado. Witzel também se colocou à disposição para ajudar.

"Coloco-me à disposição, como ex-governador, como morador do estado do Rio de Janeiro e como pessoa preocupada com o futuro dos nossos filhos, com o nosso futuro", disse.

Wilson Witzel foi afastado definitivamente do cargo de governador do Rio de Janeiro em 30 de abril de 2021, após um processo de impeachment, e ficou inelegível por cinco anos.

O pedido de impeachment foi apresentado em maio de 2020 pelos então deputados estaduais Luiz Paulo (à época no PSDB, hoje no Cidadania) e Lucinha (PSDB), com base em informações da Operação Placebo, da Polícia Federal, que investigava suspeitas de irregularidades em contratos da área da saúde durante a pandemia.

Um dos principais elementos da investigação foi a delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos. Ele apontou a existência de um suposto esquema de desvios de recursos públicos e atribuiu ao então governador participação nas irregularidades. Witzel sempre negou as acusações.

Em agosto deste ano, o ex-governador desistiu da pré-candidatura ao Palácio Guanabara e declarou apoio a Anthony Garotinho (Republicanos).

Na ocasião, o Witzel afirmou que a decisão tinha como objetivo evitar a fragmentação das candidaturas de direita no estado e ampliar as chances de representantes desse campo político chegarem ao segundo turno.

À época, ele também declarou que não apoiaria Douglas Ruas, então presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), por considerá-lo integrante do grupo político ligado ao ex-governador Cláudio Castro (PL), que assumiu o comando do estado após o impeachment de Witzel.