Débora Bergamasco
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Débora Bergamasco

Débora Bergamasco é jornalista, com passagem pelas redações de Estadão, Folha, O Globo, Época, IstoÉ e SBT

Debate no RS ignora polarização nacional; gestão Leite vira alvo

Zucco (PL) não menciona Flávio, e Brizola diz que dialogará com "qualquer presidente"

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O debate entre os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, promovido pela TV Bandeirantes neste domingo (9), teve como foco a discussão de questões regionais, como educação, saúde, enchente, infraestrutura, segurança pública e dívidas do estado.

A gestão do governador Eduardo Leite, personificada no candidato que é também vice-governador, Gabriel Souza (MDB), foi o principal alvo de ataques dos três outros concorrentes que alegaram falta de articulação com o governo federal em prol do estado, demora em obras para lidar com inundações e o descontentamento com o sistema de progressão parcial na educação pública, em que alunos passam de ano mesmo reprovados em três disciplinas.

Os dois candidatos ao Palácio do Piratini que disputam, acirradamente, a liderança nas pesquisas de intenção de voto Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) fizeram uma opção clara: deixar a polarização da política nacional para fora das divisas gaúchas.

Ela, com apoio expresso do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou todo o confronto televisionado prometendo garantir articulação em Brasília, junto ao governo federal, para defender o estado. E frisou: independentemente de quem seja o presidente eleito.

Gabriel até que tentou colar na neta de Leonel Brizola o selo de "candidata de Lula". Ao que ela respondeu ter orgulho "do apoio do presidente", assim como ficou honrada "com o apoio do Eduardo Leite (atual governador)" quando ela disputou, em 2024, a prefeitura de Porto Alegre.

Enquanto os embates mais acirrados foram entre Brizola e Gabriel, o candidato mais competitivo, Zucco, correu praticamente fora da linha de tiro. Apoiado pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Zucco sequer citou o nome ou o sobrenome do colega de Parlamento e candidato a presidente pelo seu partido.

Diferentemente do perfil mais agressivo quando liderava a oposição na Câmara dos Deputados, neste debate Zucco não atacou Lula, nem o PT, PDT e pouco confrontou Brizola, sua adversária mais competitiva. Ao tratar da atual gestão foi cauteloso: "[O Rio Grande do Sul] não é uma terra arrasada, mas o Rio Grande pode mais", disse.
O ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata (PSDB), que se diz independente, adotou a "metralhadora giratória" de críticas aos adversários, mas só pegou Zucco de raspão.