Débora Bergamasco
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Débora Bergamasco

Débora Bergamasco é jornalista, com passagem pelas redações de Estadão, Folha, O Globo, Época, IstoÉ e SBT

Eduardo Bolsonaro monitora diplomatas e pressiona Itamaraty

Ex-deputado é cotado para ser chanceler em eventual governo Flávio, mas nome ainda enfrenta resistência de ala da campanha

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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro já está mapeando o corpo diplomático do Itamaraty para saber "quem é quem" e "quem faz o que", segundo apurou a CNN. Eduardo é cotado para ser chefe do Ministério das Relações Exteriores caso o irmão Flávio Bolsonaro vença a disputa pelo Palácio do Planalto.

O candidato à Presidência estuda e gosta da ideia de transformar o irmão em chanceler, mas ainda enfrenta resistência de parte da campanha.

Aliados mais ao centro avaliam que Flávio contrataria uma crise desnecessária logo na largada do novo governo. Temem que Eduardo, como ministro, poderia adotar posicionamento ideológico, belicoso, o que poderia atrapalhar as relações do Brasil com alguns países.

Entretanto, o entorno de Eduardo diz que a ideia é se aproximar dos Estados Unidos, mas manter boa relação com parceiros estratégicos, como a China, por exemplo. A ideia seria tirar de postos de comando o que chamam de "diplomatas burocratas" e transformar o Ministério das Relações Exteriores em uma "máquina de fazer negócios" para o Brasil.

O ex-deputado foi condenado pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, por supostamente articular junto ao governo de Donald Trump medidas contra autoridades brasileiras e tentar influenciar o resultado do julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na ação sobre tentativa de golpe.