Débora Bergamasco
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Débora Bergamasco

Débora Bergamasco é jornalista, com passagem pelas redações de Estadão, Folha, O Globo, Época, IstoÉ e SBT

Perícia aponta metanol em duas garrafas apreendidas

Instituto de Criminalística de SP montou força-tarefa para exames

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O Instituto de Criminalística de São Paulo confirmou a presença de metanol em duas garrafas de bebida alcoólica apreendidas pela Polícia Civil, segundo apurou a CNN.

O instituto montou um força-tarefa para examinar o material apreendido em operações após a notificação de casos de intoxicação pelo composto químico.

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A verificação ocorre em duas etapas. A primeira é a análise da "documentoscópica" (objetos externos da garrafa como lacres e selos). A segunda é a análise química sobre o líquido.

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As duas primeiras confirmações vieram logo no primeiro lote de dez garrafas analisadas. Os laudos são compartilhados com a Polícia Civil, responsável pela investigação.

Ao todo, o país já registrou 59 casos de intoxicação por metanol, sendo 11 já confirmados em laboratório e 48 em investigação.

Além das fiscalizações realizadas em bares e distribuidoras para identificar possíveis irregularidades, órgãos estaduais e federais mobilizaram uma série de ações de emergência.

O Ministério da Saúde instalou uma "Sala de Situação", na última quarta-feira (1), visando monitorar os casos de intoxicação por metanol decorrentes do consumo de bebida alcoólica e coordenar as medidas que precisam ser adotadas em resposta a esta crise.

A instalação da Sala de Situação foi motivada pelo cenário de aumento significativo de casos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a situação é "anormal e diferente de tudo o que consta na nossa série histórica".

Diante do cenário, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acionou autoridades reguladoras internacionais para trazer um antídoto contra a substância para o Brasil. Para viabilizar a disponibilidade do medicamento, conhecido como fomepizol, a agência de vigilância já consultou formalmente as autoridades sobre a autorização para comercializar o produto.

Segundo a agência, o medicamento não tem registro sanitário no país, fator que leva à busca por fornecedores em outros países para atender à demanda do SUS (Sistema Único de Saúde).

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