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    Débora Bergamasco

    Débora Bergamasco

    Débora Bergamasco é jornalista, com passagem pelas redações de Estadão, Folha, O Globo, Época, Istoé e SBT

    Auxiliares de Lula avaliam que prender Bolsonaro agora seria um erro

    Integrantes apostam em decisão colegiada; PF avalia pedir aumento de restrições via medidas cautelares

    Auxiliares de Lula avaliam que prender Bolsonaro agora seria um erro
    Auxiliares de Lula avaliam que prender Bolsonaro agora seria um erro

    A notícia de que Jair Bolsonaro (PL) passou duas noites na embaixada da Hungria, supostamente em busca de asilo para evitar ser preso, caiu feito pólvora no governo e atiçou adversários do ex-presidente na tarde desta segunda-feira (25).

    Passada a agitação inicial, no entanto, com os ânimos menos exaltados, integrantes do governo ouvidos pela CNN avaliam que a prisão preventiva de Bolsonaro sem provas cabais poderia ser um tiro no pé.

    A avaliação é de que uma prisão de Bolsonaro neste momento é juridicamente frágil e poderia render munição para o discurso do ex-presidente de que ele é uma vítima de perseguição política.

    “Já vimos esse filme de atropelamento de etapas. A prisão é a última alternativa após uma sentença colegiada para aumento da pena. Antecipar isso, sem justificativa muito forte, é um erro”, disse uma fonte palaciana sob a condição de reserva.

    A decisão sobre o que vai acontecer neste momento com Bolsonaro está nas mãos do ministro do STF Alexandre de Moraes, que deu 48 horas para que a defesa explique os motivos que levaram o ex-presidente a dormir, sozinho, duas noites na embaixada da Hungria, dias depois de ter sido alvo de busca e apreensão. A resposta, segundo apurou a CNN, deve ser enviada por escrito.

    Medidas restritivas

    Independentemente das respostas de Bolsonaro, a Polícia Federal avalia pedir o aumento das medidas restritivas impostas ao ex-presidente. Atualmente, ele está proibido de falar com outros investigados, teve o passaporte apreendido e não pode participar de eventos militares, por exemplo. Expandir essa restrição para visitas a embaixadas não está descartado.