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    Débora Bergamasco

    Débora Bergamasco

    Débora Bergamasco é jornalista, com passagem pelas redações de Estadão, Folha, O Globo, Época, Istoé e SBT

    Brasil discute ajuda ao Haiti: transporte ou treinamento de tropas

    Parte do território haitiano foi tomada por gangues que ameaçam guerra civil

    Brasil discute ajuda ao Haiti: transporte ou treinamento de tropas
    Brasil discute ajuda ao Haiti: transporte ou treinamento de tropas

    Com o agravamento da crise política no Haiti, a diplomacia brasileira está discutindo de que maneira pode ajudar o país caribenho a enfrentar gangues que tentam destituir o governo.

    A CNN apurou que, entre as possibilidades estudadas pelo Brasil, estão o auxílio com o transporte de tropas internacionais ou até apoio no treinamento de forças de segurança.

    Contudo, ao menos por enquanto, o envio de militares brasileiros está completamente descartado.

    Nos últimos dias, violentos grupos paramilitares dominaram parte da capital, Porto Príncipe, e também estradas que davam acesso à cidade. Invadiram uma penitenciária e libertaram cerca de 4 mil presos. Empresas portuárias chegaram a suspender operações.

    O primeiro-ministro, Ariel Henry, que estava em viagem à África para buscar ajuda internacional, não havia conseguido voltar ao Haiti até o fechamento deste texto. Os criminosos exigem que Henry renuncie. E ameaçam iniciar uma guerra civil.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) mobiliza apoio. Há em curso uma negociação para o envio de policiais do Quênia. O Brasil cogita colaborar justamente no transporte ou no treinamento desses quenianos.

    Na última quarta-feira (6), o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para tratar da crise no Haiti e publicou um comunicado classificando a situação como crítica.

    Na viagem recente que fez à Etiópia e ao Egito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi alertado de que o caos político, econômico e social em curso no Haiti guarda certa semelhanças com a situação atual em Gaza.