Eduardo Bolsonaro pressiona bancos nos EUA contra Moraes
Deputado articula com contatos na Casa Branca para tornar as medidas norte-americanas mais rigorosas
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) iniciou uma nova ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), buscando ampliar o alcance das sanções impostas pela Lei Magnitsky.
Eduardo articula com contatos na Casa Branca para tornar as medidas mais rigorosas, afetando diretamente a relação do ministro com instituições financeiras brasileiras.
A atual versão das sanções contra Moraes é considerada mais branda em comparação a outros casos, não impedindo que ele mantenha contas em bancos brasileiros, sejam públicos ou privados.
A nova articulação visa obrigar as instituições financeiras a fazerem uma escolha: manter Moraes como cliente ou continuar operando com os Estados Unidos.
Segundo fontes do setor bancário, abrir mão das operações com os EUA seria extremamente prejudicial para qualquer instituição financeira, especialmente considerando as operações de câmbio em dólar.
Um banqueiro consultado pela CNN afirmou que não operar com os Estados Unidos significaria "a morte do banco".
As principais instituições financeiras do Brasil já realizaram consultas a escritórios de advocacia em Nova York para entender o alcance atual da Lei Magnitsky.
Por enquanto, as análises indicam que os bancos podem manter suas operações normalmente com Moraes como cliente.
Em meio a essa movimentação, uma reunião entre o ministro Gilmar Mendes, do STF, e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou uma possível estratégia de contra-ataque: o Supremo Tribunal Federal poderia determinar que as instituições financeiras não cumpram eventuais restrições impostas pela Lei Magnitsky, criando um potencial embate jurídico entre as jurisdições brasileira e americana.



