Elijonas Maia
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Maranhense radicado em Brasília, cobre investigações policiais e os bastidores da segurança pública há 15 anos

Ex-gestores de segurança se elegem à Câmara, Senado e assembleias estaduais

Ex-secretários de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, além de ex-delegado-geral e ex-comandante-geral, conseguem imprimir pauta de combate ao crime e reunir eleitorado

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Com uma eleição marcada por debates e discursos sobre segurança pública e combate ao crime organizado, seis candidatos que exerceram cargos de comando sobre o tema foram eleitos para o Senado Federal, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

O mais votado desses foi Guilherme Derrite, eleito senador da República pelo PP em São Paulo com 13.271.916 votos, o maior número da história do Brasil. Policial militar de carreira, foi secretário de Segurança Pública no estado mais populoso.

Outros dois ex-secretários foram eleitos, mas no Rio de Janeiro e para destinos diferentes, conforme levantamento da CNN.

O delegado Felipe Curi (PP) foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro com 133.626 votos. Ele foi secretário da Polícia Civil e coordenador da operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão, em outubro de 2025. A ação, que deixou 122 mortos, foi considerada exitosa pelo delegado.

Também participante desta operação, coronel Menezes (PL) se candidatou a deputado estadual no Rio de Janeiro e foi eleito com 46.700 votos. Ele foi secretário da Polícia Militar do RJ no período ao lado de Curi.

O ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso coronel Roveri (Podemos) foi outro gestor que deixou o cargo para as eleições e teve sucesso, sendo eleito deputado federal com 47.195 votos.

Nas gestões estaduais, dois ex-gestores foram eleitos, como o delegado Ulisses Gabriel (PL) para deputado estadual por Santa Catarina. Ele foi delegado-geral do estado e enfrentou crise durante o caso do “Cão Orelha”.

Já o coronel Ribeiro (PSD) foi eleito deputado estadual por Sergipe, sendo ex-comandante-geral da Polícia Militar e também ex-secretário de Segurança do estado.

Outros três gestores tentaram, mas não conseguiram, como exemplos o ex-secretário de segurança do Distrito Federal Sandro Avelar (União), Orlando Morando (MDB), ex-secretário municipal de segurança em São Paulo, e o coronel Douglas Caus (Podemos), ex-comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo.

O número de gestores de segurança candidatos e o total de eleitos podem ser vistos em paralelo às pesquisas crescentes de preocupação dos brasileiros em relação ao tema.

A pesquisa Quaest mais recente, de outubro deste ano, aponta que 31% dos entrevistados consideram a falta de segurança pública como o principal problema do país, liderando o ranking à frente de outras áreas.

Na sequência, os problemas sociais aparecem com 17%, a economia com 16%, a corrupção com 14%, a saúde com 11%, a educação com 6% e o medo de uma guerra com 3%.