Elijonas Maia
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Maranhense radicado em Brasília, cobre investigações policiais e os bastidores da segurança pública há 15 anos

Peritos pedem para afastamento de Andrei ser analisado pelo plenário do STF

Segunda Turma da Corte formou maioria para manter o diretor-geral da PF afastado do cargo

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A APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) defendeu nesta terça-feira (8) que a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), de afastar o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, do cargo, seja analisada pelo plenário da Corte.

"A análise do colegiado é fundamental para a legitimidade dos atos relacionados ao processo em questão, justamente por tratar de decisões com repercussão direta sobre a governança da segurança pública e o equilíbrio entre os Poderes", afirmou a associação em nota.

A Segunda Turma do STF formou maioria para manter Andrei afastado da direção da PF. O julgamento, porém, está suspenso por pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Gilmar Mendes, o que atrasa a proclamação do resultado colegiado.

Para a associação, "o afastamento do comando máximo de uma instituição de Estado é medida de excepcional gravidade e deve fundamentar-se em indícios concretos e verificáveis".

Os peritos federais ressaltam que acompanham os desdobramentos com atenção, "confiando que as apurações em curso observarão as garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa de todos os envolvidos, sempre em defesa de uma Polícia Federal de Estado, forte, técnica e independente".

Andrei Rodrigues foi afastado em meio a divergências entre a PF e André Mendonça, relator dos casos do Banco Master e das fraudes no INSS.

O ministro determinou o afastamento depois de Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria dos dois casos.

Segundo Mendonça, os relatórios revelam um "monitoramento sistemático e ilegal", realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias.