Elijonas Maia
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Elijonas Maia

Maranhense radicado em Brasília, cobre investigações policiais e os bastidores da segurança pública há 15 anos

PF quer Vorcaro na lista da Interpol para rastrear bens no exterior

Difusão Prateada serve para encontrar ativos fora do país de origem do investigado; avaliação já foi discutida com o chefe da Interpol

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A PF (Polícia Federal) quer incluir o nome do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na Difusão Prateada. Diferente da vermelha, de foragidos internacionais, essa é para encontrar bens e imóveis de um investigado que estejam fora do Brasil e são frutos de crime, na avaliação de investigadores.

A medida pode esclarecer quantos bens Vorcaro comprou fora do Brasil antes de sua prisão. A investigação já estuda pedir cooperação internacional nos Estados Unidos para rastrear valores e trusts em solo norte-americano.

Para que seu nome seja incluído nessa lista, porém, é necessária uma análise da Interpol, a organização internacional de cooperação policial. O procedimento prevê que a Polícia Federal solicite a inclusão, cabendo à entidade avaliar se o pedido atende aos critérios para ser aceito.

Se houver o aceite, as polícias de outros países compartilham informações de registros de imóveis, compra de quadros, joias, por exemplo. E endereços de onde os bens estão para posterior bloqueio judicial.

Quando a Difusão Prateada foi lançada, em janeiro do ano passado, Valdecy Urquiza, secretário-geral da Interpol, afirmou: "Privar criminosos e suas redes dos lucros ilegais é uma das formas mais poderosas de combater o crime organizado transnacional, especialmente considerando que 99% dos bens criminais não são recuperados. Ao focar nos ganhos financeiros, a Interpol trabalha para desmantelar redes criminosas e reduzir seu impacto nas comunidades ao redor do mundo."

Já houve, inclusive, conversas entre a Polícia Federal e Urquiza, como revelou o jornal Valor Econômico e confirmou a CNN Brasil.