Fernando Nakagawa
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Fernando Nakagawa

Repórter econômico desde 2000. Ex-Estadão, Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Paulistano, mas já morou em Brasília, Londres e Madri

Análise: Temor dificulta lobby entre Brasil e empresas dos EUA

Importadores norte-americanos demonstram interesse em reduzir tarifas sobre produtos brasileiros, mas receiam gerar atritos com a Casa Branca

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A estratégia brasileira de buscar apoio junto a empresários norte-americanos para contornar as tarifas impostas sobre produtos brasileiros enfrenta obstáculos significativos nos Estados Unidos. O principal entrave é o temor das empresas americanas em despertar possíveis represálias de Donald Trump ao defender os interesses brasileiros.

As negociações, que envolvem tentativas de convencimento por parte de empresários brasileiros junto a seus parceiros comerciais nos Estados Unidos, têm apresentado resultados modestos.

A expectativa inicial de Brasília era que os importadores americanos pudessem exercer pressão interna para reduzir a tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros.

Ações judiciais e resistência

Até o momento, apenas algumas iniciativas concretas foram registradas. A Ajojana-Foods, importadora de suco de laranja, protocolou uma ação na Corte de Negócios Internacionais em Nova York contestando as medidas tarifárias. No entanto, considerando a magnitude das restrições e a proximidade do início de sua vigência, a mobilização tem sido considerada tímida.

Em contraste com os esforços brasileiros, a Associação dos Pecuaristas Norte-Americanos demonstrou apoio às medidas protecionistas. O grupo não apenas endossa a tarifa de 50%, mas a considera "um bom começo" para impedir a entrada da carne brasileira no mercado americano, alegando supostas questões sanitárias.

Com apenas dez dias para a implementação das novas tarifas, prevista para primeiro de agosto, o cenário permanece desafiador para os exportadores brasileiros. A hesitação das empresas americanas em se posicionar contra as medidas tarifárias evidencia a complexidade das relações comerciais entre os dois países.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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