Gabriel Monteiro
Blog
Gabriel Monteiro

Formado em jornalismo. Especializado em economia e negócios. Traduz o mercado e empresas. Gosta de gente e quadrinhos.

CNN Brasil Money

O café é a “bola da vez” nas negociações comerciais entre Brasil e EUA

Item é um dos principais produtos na pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos, mas, mesmo assim, não escapou das tarifas

Vista aérea de navio de contêineres no porto de Santos
Vista aérea de navio de contêineres no porto de Santos  • 03/04/2025 REUTERS/Amanda Perobelli
Compartilhar matéria

No primeiro semestre de 2025, foi US$ 1,16 bilhão em exportações do café, terceiro produto mais vendido pelo Brasil aos americanos.

Agora, o governo brasileiro acredita que o Café pode ser a “bola da vez” nas negociações. Ao menos, é o que diz aos produtores. Interlocutores do setor afirmam que o Brasil preparou duas propostas para a isenção do produto, e que elas vão entrar nas negociações.

O Chanceler Mauro Vieira se encontra nesta quinta-feira (13) com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Eles serão acompanhados de negociadores e tentarão avançar com propostas depois dos acenos de Donald Trump ao presidente Lula na Malásia.

O momento parece oportuno. O presidente dos Estados Unidos disse, em uma entrevista à Fox News, nesta semana, que deve diminuir as tarifas para importação de café. Trump não especificou para quais países, mas o Brasil é forte candidato, já que tem participação de aproximadamente 30% nas importações.

O republicano sofre com o forte aumento de preços. Em um ano, o preço médio do café para consumidores americanos subiu 41% para cerca de R$ 106/kg.

Apesar de o preço subir para quase todos os grandes mercados do mundo (como no Brasil no começo do ano), o movimento é mais forte nos Estados Unidos pós-tarifas, já que o país precisa importar quase tudo que consome.

O café pode ser o ponto de intersecção dos interesses dos dois países e abrir caminho para negociações amplas sobre o fim das tarifas adicionais de 40% aplicadas ao Brasil.

Para o Brasil – apesar de as exportações gerais do produto terem subido (redirecionadas para outros mercados) – aos Estados Unidos, os envios caíram 23% em outubro.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais