O café é a “bola da vez” nas negociações comerciais entre Brasil e EUA
Item é um dos principais produtos na pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos, mas, mesmo assim, não escapou das tarifas

No primeiro semestre de 2025, foi US$ 1,16 bilhão em exportações do café, terceiro produto mais vendido pelo Brasil aos americanos.
Agora, o governo brasileiro acredita que o Café pode ser a “bola da vez” nas negociações. Ao menos, é o que diz aos produtores. Interlocutores do setor afirmam que o Brasil preparou duas propostas para a isenção do produto, e que elas vão entrar nas negociações.
O Chanceler Mauro Vieira se encontra nesta quinta-feira (13) com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Eles serão acompanhados de negociadores e tentarão avançar com propostas depois dos acenos de Donald Trump ao presidente Lula na Malásia.
O momento parece oportuno. O presidente dos Estados Unidos disse, em uma entrevista à Fox News, nesta semana, que deve diminuir as tarifas para importação de café. Trump não especificou para quais países, mas o Brasil é forte candidato, já que tem participação de aproximadamente 30% nas importações.
O republicano sofre com o forte aumento de preços. Em um ano, o preço médio do café para consumidores americanos subiu 41% para cerca de R$ 106/kg.
Apesar de o preço subir para quase todos os grandes mercados do mundo (como no Brasil no começo do ano), o movimento é mais forte nos Estados Unidos pós-tarifas, já que o país precisa importar quase tudo que consome.
O café pode ser o ponto de intersecção dos interesses dos dois países e abrir caminho para negociações amplas sobre o fim das tarifas adicionais de 40% aplicadas ao Brasil.
Para o Brasil – apesar de as exportações gerais do produto terem subido (redirecionadas para outros mercados) – aos Estados Unidos, os envios caíram 23% em outubro.



