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    Gustavo Uribe

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    Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

    Com meta zero, governo trabalha com fator surpresa para o mercado financeiro

    A decisão de repetir a meta de déficit zero faz parte de estratégia para não gerar expectativas que podem ser frustradas, ainda mais às vésperas de eleição presidencial

    Com meta zero, governo trabalha com fator surpresa para o mercado financeiro
    Com meta zero, governo trabalha com fator surpresa para o mercado financeiro

    O anúncio de prever para 2025 uma meta fiscal de déficit zero, o que foi antecipado pela CNN Brasil, faz parte de uma estratégia política do governo petista.

    A equipe econômica, até o último minuto, defendia um superávit, nem que fosse de 0,10%. O Palácio do Planalto, no entanto, se opôs.

    A avaliação é de que, neste momento, é melhor surpreender do que frustrar o mercado financeiro.

    Ou seja, fazer uma aposta de um cenário realista para tentar surpreender o mercado financeiro, às vésperas de uma eleição presidencial, com um superávit.

    A previsão inicial era de um superávit de 0,5%. Com uma frustração no ritmo de arrecadação neste início do ano e com as turbulências do cenário internacional, a expectativa baixou para 0,25%.

    E chegou a uma meta zero. Para tentar gerar um clima de otimismo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a defender um superávit.

    A equipe política, porém, convenceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que era melhor ter uma expectativa realista, até mesmo pessimista.

    E, assim, gerar uma pauta positiva caso o resultado seja de superávit. Uma pauta positiva às vésperas da candidatura à reeleição do petista.