Lula e Flávio buscam estratégia para evitar abstenção
Falta de engajamento do eleitorado pode decidir segundo turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja estratégia para tentar evitar um alto índice de abstenção do eleitorado no pleito deste ano.
O receio é que a falta de comparecimento nas urnas eleitorais, sobretudo devido a uma alta rejeição aos principais candidatos, seja decisiva no segundo turno.
Hoje, Lula e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam altos índices de rejeição, maiores que 40%. Além disso, o eleitorado não tem demonstrado a mesma animação da eleição anterior.
Em meio ao governo de Jair Bolsonaro (PL), até mesmo cantores e artistas se envolveram no apoio ao petista na tentativa de mudar os rumos do Palácio do Planalto.
Agora, parcela do eleitorado que apoiou Lula em 2022 demonstra frustração com a atual gestão e, por isso, desanimo com o cenário presidencial deste ano.
Pelo mesmo problema passa Flávio, que não tem conseguido apoio eleitoral e engajamento digital semelhantes ao que seu pai teve em 2018 e 2022. O receio na direita é o mesmo: que parcela do eleitorado não compareça no primeiro ou no segundo turnos.
Por isso, Lula planeja iniciar um movimento de estímulo ao comparecimento no dia da eleição. A intenção é que o petista reforce a ideia de necessidade para que idosos acima de 70 anos também participem do processo eleitoral.
Os septuagenários não são obrigados a votar, segundo a legislação eleitoral. As pesquisas mostram Lula com vantagem sobre Flávio nesse perfil de eleitorado.
O petista também quer a participação de influenciadores e cantores para estimularem a população a não se ausentar no dia do voto. Para isso, a campanha petista quer reforçar a ideia de que Flávio representa a volta de Jair ao Palácio do Planalto.
Na campanha de Flávio, o receio, para um segundo turno, é que a maior parte dos eleitores de Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) não votem no segundo turno.
Hoje, a maior parte dos votos desses candidato migra para Flavio. A avaliação é que a ausência desse eleitorado pode garantir uma vitória de Lula.



