PL e Republicanos resistem a Daniella Marques como vice de Flávio
Avaliação é de que economista não atrai voto e não tem respaldo em partido
Uma indicação da economista Daniella Marques como candidata a vice-presidente de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta resistências tanto no PL como no Republicanos.
Na cúpula nacional do PL, a avaliação é de que a colaboradora do programa econômico do senador fluminense não agrega voto na disputa presidencial.
“Eu adoro a Daniella. Ela é competente demais, mas não tem voto”, avaliou à CNN o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
No Republicanos, partido de Daniella, ela é vista como uma neófita na política, sem apoio da cúpula nacional do partido para a chapa presidencial.
O nome de Daniella tem sido defendido na pré-campanha do filho de Jair Bolsonaro. A avaliação é de que ela traz apoio do eleitor feminino e respaldo do mercado financeiro.
O Republicanos ainda não tomou uma decisão sobre a disputa presidencial. Uma pesquisa interna feita pelo partido, porém, aponta que a neutralidade é hoje a posição favorita dos dirigentes partidários.
O posicionamento da legenda será definido em convenção partidária, marcada para o final deste mês.
Braço direito de Paulo Guedes, o "Posto Ipiranga" do ex-presidente Jair Bolsonaro para a economia, Daniella é filiada ao Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas.
Um nome que chegou a ser cogitado foi o da senadora Damares Alves (DF). Após o embate entre Flávio e Michelle, porém, as chances foram reduzidas, já que Damares é aliada da ex-primeira-dama e se afastou da candidatura do senador.
Na tentativa de convencer o partido a apoiar Flávio, o PL tem articulado apoios ao Republicanos em Minas Gerais, Espírito Santo e Acre.
Caso o partido siga a tendência de neutralidade, Flávio deve formar uma chapa puro sangue, com um nome do próprio PL, como o da deputada federal Júlia Zanatta (SC).



