Lula e Macron devem discutir Conselho de Paz de Trump
França acenou com recusa ao convite e americano ameaçou com taxação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende discutir ainda nesta semana com o líder francês, Emmanuel Macron, o convite para Brasil e França integrarem o Conselho de Paz de Donald Trump.
Segundo relatos feitos à CNN, Lula decidiu que não vai responder de imediato o convite do presidente dos Estados Unidos e que irá aguardar outras nações se manifestarem antes.
O receio do líder brasileiro é de que a ideia de Trump seja criar uma entidade autônoma sobre a qual o americano tenha controle e que enfraqueça ainda mais mecanismos multilaterais, como a ONU (Organização das Nações Unidas).
A França sinalizou à imprensa mundial que não aceitará o convite neste momento, o que levou o republicano a ameaçar sobretaxar os vinhos franceses.
A ideia é de que o presidente brasileiro também trate do assunto com países como Canadá, México, a Alemanha e Inglaterra.
Quando se trata de Trump, a orientação de Lula tem sido a de adotar cautela e diálogo.
Por isso, a tendência é de que Lula evite o tema publicamente, até para que o Brasil não seja punido com novas sobretarifas do governo norte-americano, já que o país ainda negocia a retirada de produtos industrializados.
Um rascunho do Conselho de Paz prevê que os países integrantes contribuam com US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) caso queiram que sua participação seja prolongada por três anos.



