Afago e foto oficial: as expectativas do Brasil para encontro Lula-Trump
Assessores do Planalto são realistas de que reunião não deve selar acordos comerciais ou políticos
O governo brasileiro é realista quanto ao encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, que deve ocorrer neste domingo (26).
A expectativa de assessores palacianos que acompanham o presidente brasileiro na Malásia, é de que a conversa com o chefe dos Estados Unidos seja breve e com troca de afagos.
O diagnóstico é de que Lula e Trump devem se encontrar no intervalo entre duas agendas, provavelmente no hotel onde o presidente americano está hospedado.
Um anúncio ou acordo referente à interrupção das tarifas de 40% impostas pelos EUA ao Brasil não deve ocorrer. A ideia é que conversem rapidamente sobre a expectativa de promoveram uma reunião formal em um futuro próximo.
O objetivo desse encontro futuro seria abordar a situação na América Latina, diante do aumento da tensão com a Venezuela e a Colômbia.
A previsão é de que, no domingo, Lula reafirme o convite para que Trump compareça à COP30, em novembro, e se apresente como um mediador para conflitos na América do Sul.
Os assessores do governo também acreditam que Trump deve aproveitar para colher dividendos políticos do encontro. Ou seja, postar uma foto ao lado de Lula e acenar com a disposição de diálogo.
A ideia é de que uma nova reunião seja promovida nos Estados Unidos, ainda neste ano, com a participação de assessores técnicos dos governos brasileiro e norte-americano para selar acordos comerciais.



