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    Gustavo Uribe

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    Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

    Análise: a desconfiança de Jair Bolsonaro e o cerco da Polícia Federal

    Característica do ex-presidente marcou a sua gestão e pauta a sua postura em meio ao avanços das investigações contra ele

    Análise: a desconfiança de Jair Bolsonaro e o cerco da Polícia Federal
    Análise: a desconfiança de Jair Bolsonaro e o cerco da Polícia Federal

    A desconfiança é uma característica da personalidade de Jair Bolsonaro (PL).

    Os aliados antigos dizem que, ainda nos tempos de serviço militar, ele evitava beber líquidos de origem desconhecida e olhava debaixo do carro antes de entrar no veículo.

    Como chefe do Poder Executivo, evitava conversas estratégicas ou delicadas no exterior do Palácio da Alvorada, por receio de ser monitorado.

    Segundo investigação da Polícia Federal, a desconfiança era tanta que até mesmo auxiliares do governo eram monitorados pela apelidada “Abin Paralela”.

    Com a mínima perda de confiança, aliás, Bolsonaro se afastava de aliados de primeira hora.

    Foram os casos do ex-ministros Gustavo Bebianno e Carlos Santos Cruz, demitidos pelo ex-presidente.

    Na fase final de sua gestão, Bolsonaro não chamava para reuniões nem mesmo o ex-vice-presidente Hamilton Mourão.

    O ex-presidente reclamava que o general da reserva não era confiável e lhe fazia contraponto.

    O receio de discordar do então presidente era tanto que, nas reuniões ministeriais, raramente um auxiliar fazia um reparo a uma declaração de Bolsonaro.

    O temor, relatam ex-assessores, era de que uma declaração pudesse ser mal compreendida e levasse a uma demissão.

    Um aliado antigo de Bolsonaro afirma que poucos contam com a confiança do ex-presidente, o que inclui seus três filhos mais velhos.

    E que, uma eventual prisão, dele ou de um de seus filhos, segundo o aliado, é uma preocupação que, ultimamente, se transformou quase em uma mania de perseguição.

    Nesta segunda-feira (24), o jornal “The New York Times” noticiou que Bolsonaro passou duas noites na embaixada da Hungria em Brasília.

    O episódio ocorreu após operação da Polícia Federal contra o que chama de uma tentativa de golpe no país.

    Os advogados de Bolsonaro minimizaram o episódio. Eles alegaram que o ex-presidente esteve na representação diplomática para conversar sobre o cenário político.

    A Polícia Federal apura se a motivação do ex-presidente teria sido se, novamente desconfiado, tentava escapar de um cerco jurídico.