Brasil avalia com cautela instabilidade na Venezuela
À CNN Brasil, ministro da Defesa, José Múcio, disse que, por enquanto, não cogita reforço na fronteira em meio a ameaças dos Estados Unidos
O governo brasileiro tem avaliado com cautela o cenário de instabilidade na Venezuela diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A avaliação da gestão petista é de que um conflito entre EUA e Venezuela tem potencial para gerar uma crise migratória, o que poderia agravar o cenário de violência e de miséria na América do Sul, exigindo um esforço conjunto dos países da região.
Apesar do diagnóstico de preocupação, o governo brasileiro ainda tem dúvidas se as ameaças do presidente norte-americano são para valer.
Por isso, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse à CNN Brasil que, por enquanto, não há previsão de reforço militar na fronteira com Roraima.
Nesse contexto, o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Albert Ramdin, desembarca no Brasil nesta segunda-feira (17) para uma visita oficial para tratar sobre a crise interna da Venezuela.
Para o alto representante da organização, a liderança do Brasil é estratégica para a estabilidade regional, especialmente em um momento em que diferentes países atravessam processos eleitorais, tensões internas e desafios migratórios.
O ditador Nicolás Maduro pediu vigilância em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos e à avaliação, pelo presidente americano Donald Trump, de opções para uma ação militar no país sul-americano.



