Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Comissão do Senado ainda aguarda envio da PEC do fim da 6x1

Presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), avisou, na semana passada, que enviaria proposta para as comissões legislativas

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O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), ainda aguarda o envio das PECs (Propostas de Emenda à Constituição) da Segurança Pública e do fim da escala 6x1 para o colegiado.

Na semana passada, após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que destravaria a tramitação das matérias.

A expectativa da comissão, que analisa a constitucionalidade das propostas, é votá-las antes do término das eleições deste ano, no final de outubro. A análise em plenário, porém, deve ficar para depois da conclusão do segundo turno, previsto para 25 de outubro, o que frustrou a expectativa inicial de Lula.

Em conversas reservadas, Alcolumbre foi aconselhado a destravar a tramitação com o risco de ser acusado de não levar adiante pautas de repercussão eleitoral. A PEC da Segurança aguarda despacho da presidência do Senado desde março. A PEC 6x1 chegou à Casa no fim de abril e também está pendente de ser enviada para a CCJ.

Lula tem explorado as duas iniciativas como contrapontos ao seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também é candidato à Presidência e já se posicionou contrário a ambas.

Por outro lado, a proposta de redução da maioridade penal, uma das prioridades de Flávio, também deve ficar para depois do segundo turno. O tema está em análise em uma comissão especial da Câmara dos Deputados, instalada na semana passada.

A bancada do PT se posicionou contrária à iniciativa, mas Lula já manifestou postura favorável desde que se aprove um meio-termo. Ou seja, que a redução só seja válida para crimes hediondos e que os menores de 18 anos cumpram pena transitória em penitenciárias separadas dos adultos.

O objetivo seria, assim, evitar que adolescentes sejam cooptados por facções criminosas e que pequenos crimes tenham pena exagerada. Uma alternativa de meio-termo tem o apoio até mesmo de parlamentares de centro-direita.