Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Comitiva brasileira nos EUA tenta abrir diálogo com Republicanos

Grupo de parlamentares busca representantes do partido de Trump para discutir tarifaço

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A comitiva brasileira nos Estados Unidos iniciou nesta terça-feira (29) uma ofensiva sobre parlamentares do mesmo partido do presidente Donald Trump, na tentativa de evitar o tarifaço contra o Brasil, que entra em vigor na próxima sexta-feira (1º).

Segundo relatos feitos à CNN, os senadores brasileiros conseguiram marcar conversas com integrantes do Partido Republicano. Os encontros devem ocorrer até sexta.

Os nomes – considerados de uma ala moderada do partido – são mantidos em sigilo. A avaliação é que a divulgação das agendas poderia dar margem para uma intervenção do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O esforço é tentar, como definiu um senador brasileiro, “romper a bolha”. Ou seja, não tratar do assunto apenas com integrantes da oposição, sem o poder de demover o presidente norte-americano da imposição de uma tarifa de 50% sobre o Brasil.

Nesta segunda-feira (28), segundo apurou a CNN, o grupo chegou a citar uma possibilidade de conversa com o ex-presidente George Bush, que teve uma boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante seus mandatos.

Não houve, no entanto, até agora, nenhuma ligação ou contato com a equipe do ex-mandatário Republicano. Apesar de ser do mesmo partido de Trump, o atual presidente já trocou farpas com a família Bush.

Nas conversas, segundo apurou a CNN, a comitiva brasileira tem reafirmado a relação histórica do Brasil e dos Estados Unidos; o risco de a China avançar sobre a América do Sul e a possibilidade de aumento da inflação nos Estados Unidos.

Assim como o governo brasileiro, os senadores governistas e de oposição têm tentado excluir alimentos como laranja, café e carne do tarifaço, bem como equipamentos aéreos da Embraer.

Até o momento, porém, o presidente americano não deu mostras de recuo em relação ao Brasil.