Lula é aconselhado a deixar indicação ao STF para 2026
Avaliação é de que a escolha por Messias criou indisposição com o Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido aconselhado a deixar para o início do ano que vem sua indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal). Na segunda-feira (17), Lula informou pessoalmente ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que ele não será escolhido. O favorito do petista é o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A reação do Senado, porém, foi imediata. A interlocutores, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), avaliou que a decisão de Lula ignora a vontade do Congresso. Diante disso, auxiliares presidenciais passaram a recomendar que Lula coloque o assunto em banho-maria, enquanto tenta atenuar os ânimos.
Até mesmo senadores governistas, favoráveis a Messias, reconhecem que dificilmente será possível realizar uma sabatina neste ano. Logo, não faria sentido fazer a indicação agora. A avaliação é de que Messias seria exposto de forma desnecessária.
Lula tem reafirmado que a prerrogativa de escolha de ministro da Suprema Corte é do presidente da República. E que, portanto, não cabe a ele ceder às pressões do Poder Legislativo. Nas palavras de um assessor presidencial, a reação de Alcolumbre só reafirma a posição de Lula de insistir em um nome de sua confiança.
Além disso, acreditam auxiliares do governo, Alcolumbre dependerá de Lula no processo eleitoral de 2026 no Amapá, uma vez que seus adversários políticos têm aparecido com vantagem nas pesquisas eleitorais.
E que um eventual rompimento de Alcolumbre com Lula pode prejudicá-lo em seu reduto eleitoral. Por isso, a avaliação é de que seria melhor deixar o debate para o ano que vem.



