Lula monitora redes e decide reforçar estratégia de embate com Congresso
Presidente relatou a aliados incômodo com o ritmo de votações; aposta é em engajamento da militância

Com adesão nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu reforçar a estratégia de embate com o Congresso Nacional.
O Palácio do Planalto identificou um aumento, desde a semana passada, de mobilização nas redes sociais favoráveis ao governo petista.
A avaliação é de que, diante de um cenário persistente de impopularidade, o embate é uma maneira de voltar a engajar a militância de esquerda.
Por isso, amparado pelas redes sociais, o presidente seguirá, pelo menos no curto prazo, com um discurso crítico ao Congresso Nacional.
Nos bastidores, assessores do governo dizem que a estratégia do presidente é tentar, assim, pressionar o Poder Legislativo a acelerar a pauta de tramitação, diante de uma insatisfação da sociedade.
O presidente tem demonstrado irritação com a demora na votação de pautas estratégicas, como o aumento da faixa de isenção da tabela do imposto de renda.
O projeto de lei foi enviado em março e, até agora, segue em discussão em comissão temática na Câmara dos Deputados.
Além disso, reclamam auxiliares presidenciais, desde o ano passado o Congresso Nacional não evolui no fim da escala 6x1, na aposentadoria de militares e no fim dos supersalários.
Na avaliação de assessores presidenciais, o objetivo é dar uma espécie de “chacoalhão” no Poder Legislativo.
A ideia do petista é de, após uma maior repercussão das críticas, propor um encontro com as cúpulas do Congresso Nacional para realinhar a pauta.
Nas palavras de um assessor presidencial, a postura crítica é temporária e tem como objetivo final chamar o Congresso Nacional para um acordo.



