Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Lula quer discutir ritmo de pautas governistas em encontro com Davi e Hugo

Presidente está irritado, segundo assessores do governo, com a lentidão de tramitação de pautas econômicas e sociais

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir na próxima semana com os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O encontro é planejado para depois da reunião dos Brics, no Rio de Janeiro, e deve ser promovido no Palácio da Alvorada, com as presenças dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

O objetivo do petista é tentar superar o imbróglio da judicialização do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e realinhar com o Congresso Nacional a pauta governista para este ano.

Segundo relatos feitos à CNN, Lula está irritado com a morosidade da Câmara e do Senado em propostas consideradas prioritárias para o Poder Executivo.

É o caso, por exemplo, do aumento da faixa de isenção da tabela do IR (Imposto de Renda). O projeto de lei foi enviado em março e, até agora, segue em discussão em uma comissão temática na Câmara dos Deputados.

O presidente também tem manifestado insatisfação com a demora na análise de temas como o fim da escala 6x1, a aposentadoria de militares e o fim dos supersalários. As duas últimas ajudariam no esforço do Ministério da Fazenda de promover um déficit zero nas contas públicas.

Na quarta-feira (2), em um aceno de reconciliação, Davi pautou a votação da ampliação da utilização do Fundo Social do Pré-Sal. A medida era necessária para a criação da nova faixa do Minha Casa, Minha Vida.

A proposta, um aceno para a classe média baixa, foi para sanção presidencial. Em contrapartida, Lula tem consultado a sua equipe ministerial sobre a proposta de aumento do número de deputados federais.

O petista já havia sinalizado que sancionaria a medida, mas busca uma outra forma de não contrair um desgaste público com ela e, ao mesmo tempo, não se indispor ainda mais com o Congresso Nacional.

Uma possibilidade é Lula nem vetar nem sancionar, já que, passados quinze dias sem manifestação, a proposta retorna ao Congresso Nacional para ser promulgada.