PF marca perícia médica de Augusto Heleno para a próxima sexta-feira
Procedimento foi determinado por Moraes, que busca averiguar o estado de saúde do militar antes de decidir sobre uma transferência para prisão domiciliar

A PF (Polícia Federal) marcou para sexta-feira (12) a perícia médica do general da reserva Augusto Heleno, preso por tentativa de golpe de Estado. O procedimento, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), está marcado para ocorrer às 9h.
A perícia busca verificar o estado de saúde do general e o relato de que ele possui doença de Alzheimer antes de decidir sobre uma eventual transferência para prisão domiciliar.
Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. No final de novembro, foi levado ao Comando Militar do Planalto, onde está preso desde então.
De acordo com o ofício enviado ao Supremo, a PF também irá até o local da prisão para verificar se o estabelecimento de custódia tem as condições necessárias para atender Heleno. Foi solicitado que uma pessoa responsável do Comando Militar do Planalto acompanhe a visita para demonstrar as condições locais e esclarecer dúvidas sobre a assistência a ser dada ao general.
Em seguida, os policiais federais vão se encontrar com a esposa de Heleno. O objetivo, segundo o ofício, é esclarecer pontos como o grau de dependência do general para as atividades do dia a dia.
Como mostrou a CNN, médicos peritos da PF têm avaliado laudos de Heleno desde a última semana. Profissionais do INC (Instituto Nacional de Criminalística) analisam o diagnóstico do militar com toda a documentação de exames, prontuários médicos e afins, faz um aprofundamento e conclui se, baseado naqueles documentos, há doença.
Logo após a prisão do general, no mês passado, a defesa protocolou um pedido de transferência para prisão domiciliar, alegando agravamento do quadro de saúde do general.
Os advogados afirmam que Heleno, de 78 anos, sofre de comorbidades graves e foi diagnosticado com Alzheimer em janeiro deste ano. O documento cita ainda histórico de transtorno depressivo e transtorno e de ansiedade. A defesa argumentou que o cumprimento da pena em regime fechado representaria risco iminente à saúde e à vida do condenado.
*Colaboraram Elijonas Maia e Gabriela Boechat



