"Tentam achar pelo em ovo", diz Boulos sobre desfile com homenagem a Lula
À CNN, ministro afirma que não houve ilegalidade eleitoral na Sapucaí
O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, avaliou à CNN que não houve ilegalidade eleitoral no desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ministro lembrou que a legislação eleitoral é clara sobre irregularidades: pedido explícito de voto e abuso de poder econômico.
Os crimes eleitorais, segundo o ministro, não foram cometidos no Rio de Janeiro, não havendo motivos para questionamentos junto à Justiça Eleitoral.
“Estão tentando achar pêlo em ovo. É uma forçação de barra. Um excesso da oposição”, disse o ministro à CNN.
Boulos reforçou que a iniciativa de homenagear Lula partiu da Acadêmicos de Niterói, não do Palácio do Planalto. Por isso, é um desfile da escola, não do governo.
“E não houve favorecimento, já que o governo federal apoiou todas as escolas de samba, como sempre fez”, acrescentou.
O ministro lembrou ainda que os patrocínios da Caixa, Petrobras e Banco do Brasil são equânimes no Carnaval, com incentivos maiores até mesmo ao carnaval da Bahia.
Intitulado "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", o enredo contou a história do presidente desde a saída de Garanhuns, no agreste de Pernambuco, sua vinda para São Paulo com a família, os tempos de líder sindical e sua chegada ao Palácio do Planalto.
Lula acompanhou o desfile direto da Marquês de Sapucaí, no camarote do Executivo municipal, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), ministros e aliados.
Com Paes, Lula desceu para o segundo recuo da bateria. Viu a comissão de frente passar na pista e beijou o pavilhão da escola.



