Campanha de Lula quer atrelar tarifaço a Flávio
Discurso é de que a família Bolsonaro age contra o país

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende atrelar a nova proposta de tarifaço do governo dos Estados Unidos a uma articulação do senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro.
A ideia é endurecer o tom contra a família Bolsonaro e colar em Flávio a ideia de que o senador atua para trair o próprio país para atender a interesses próprios.
No PT, a visão é de que Flávio tenta colher frutos políticos com a designação de facções brasileiras como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas - vista como negativa pelo governo brasileiro.
A avaliação é de que a classificação foi atrelada à visita de Flávio à Casa Branca na semana passada e que o mesmo deve acontecer com a proposta de tarifaço anunciada na esteira da visita.
A comunicação de Lula tenta recuperar o mote da soberania aplicado no ano passado após o primeiro tarifaço ser implementado pelo governo Trump.
A estratégia ajudou o petista a se recuperar de quedas do índice de aprovação do governo e mobilizou materiais em tom patriota nas redes sociais do governo.
Em 2025, a taxação do Brasil também foi associada pelo governo a uma articulação da família Bolsonaro. Fontes governistas atrelavam a interlocução do ex-deputado Eduardo Bolsonaro junto à Casa Branca como determinante para o tarifaço, que impactou diversos setores.
O governo Lula entende que conseguiu abrir portas com o governo americano durante a negociação e que isso aproximou o Brasil dos Estados Unidos, sobretudo depois dos telefonemas e encontros presenciais entre Lula e Donald Trump.



