Centrão mira pastas com maior orçamento se Flávio vencer
Partidos anunciaram apoio ao senador no segundo turno

Integrantes de partidos do centrão esperam um "upgrade" ministerial se Flávio Bolsonaro (PL) vencer a disputa presidencial. As siglas buscam pastas de maior orçamento e com mais protagonismo. Os mesmos partidos também formaram a Esplanada no governo Lula, mas com o controle de ministérios menos expressivos do ponto de vista do orçamento.
O PP (Partido Progressistas), por exemplo, teve o Ministério do Esporte sob o comando de André Fufuca. Em um eventual governo Bolsonaro, a cobiça é para ter o Ministério da Saúde.
Os deputados Ricardo Barros e Dr. Luizinho aparecem como cotados. Barros comandou a pasta no governo Temer e Luizinho é médico e bem relacionado no partido. Parlamentares do centrão, no entanto, pontuam que ainda não há definição clara de espaço em um eventual governo Flávio.
Flávio, no entanto, já anunciou o nome de Claudio Lottenberg para a pasta da saúde. Ele foi secretário municipal de Saúde de São Paulo e tem passagem pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
No atual governo, as pastas principais ficaram sob comando de petistas ou de técnicos.
O Republicanos teve o Ministério de Portos e Aeroportos e o União Brasil teve, sob cota de Davi Alcolumbre, as pastas do Turismo, Integração e Desenvolvimento Regional, e Comunicações.
PP, União Brasil e Republicanos revisaram a oposição de neutralidade no primeiro turno e anunciaram apoio a Flávio nos últimos dias.
O MDB teve Transportes, Cidades e Planejamento (com Simone Tebet na cota pessoal de Lula e mudando depois para o PSB).
Já o PSD teve Agricultura, Minas e Energia e Pesca. A sigla, no entanto, manteve-se neutra no segundo turno e interlocutores avaliam que Kassab não conseguirá apoio junto ao PL. O ex-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (PSD), no entanto, é uma opção considerada para compor uma eventual esplanada de Flávio.



