Campanha de Flávio Bolsonaro apela a Caiado e fala em ministério

Pablo Marçal teria enviado proposta a Caiado com oferta de pasta da Segurança Pública; a tendência é que o PSD fique dividido no segundo turno

Da CNN Brasil
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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) intensifica movimentos para atrair o eleitorado de outros candidatos da direita, com especial atenção a Ronaldo Caiado (PSD). Interlocutores próximos à campanha relataram conversas sobre a concessão do Ministério da Segurança Pública a Caiado, em caso de apoio à candidatura de Flávio.

Segundo apurações do repórter Vinicius Murad, o principal articulador dessa aproximação é Pablo Marçal, empresário e ex-coach que anunciou recentemente sua integração à equipe de Flávio Bolsonaro.

"Ele passou a atuar na articulação política pelo voto útil contra Lula e o PT", relatou Murad durante o Hora H desta quinta-feira (1º).

Marçal teria enviado uma mensagem diretamente a Caiado, fazendo um apelo para que ele se sensibilizasse com a pauta da derrota petista em favor da candidatura de Flávio.

Foi nessa conversa que Marçal, na condição de articulador designado da campanha, teria oferecido um cargo ministerial a Caiado, possivelmente o Ministério da Segurança Pública.

Segundo Murad, a oferta estaria embasada nas propostas do senador: "Está no plano de governo de Flávio Bolsonaro desmembrar o Ministério da Justiça e o da Segurança Pública."

A proposta, no entanto, teria prazo: valeria apenas para um apoio ainda no primeiro turno. O entorno de Caiado, por sua vez, descarta qualquer tipo de aproximação até o domingo do primeiro turno.

A posição de Caiado tende à neutralidade, especialmente após as inúmeras críticas que ele dirigiu tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro ao longo da campanha.

Divisão dentro do PSD

As articulações já começaram dentro do PSD, com diferentes alas defendendo posições distintas. Segundo Murad, membros do partido mais ligados à direita, como Sandro Alex e João Rodrigues, candidatos aos governos do Paraná e Santa Catarina, respectivamente, já se movimentam em favor de Flávio para o segundo turno.

Em sentido contrário, nomes como Otto Alencar, do PSD da Bahia, próximo ao governo petista, caminham em direção ao apoio a Lula.

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice na chapa de Caiado, deve adotar posição de neutralidade. "Ele pretende liberar os diretórios estaduais para apoiar quem for mais conveniente nas questões regionais", afirmou Murad.

O PSD mantém ministérios no governo Lula mesmo durante o período eleitoral, ainda que tenha lançado Caiado como candidato contra o atual presidente.

Há ainda rumores de que o próprio Flávio Bolsonaro converse com Gilberto Kassab na semana seguinte ao primeiro turno, mirando já a disputa do segundo turno.

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