Defesa de Renan se encontra com Toffoli e Kassio para tentar rever decisão
Orientação é para que candidato do Missão cumpra ordens; campanha escala coordenadora para falar em nome de Renan
A defesa do candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, tem audiências marcadas com o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Dias Toffoli, e com o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, nesta terça-feira (1º).
O time jurídico da campanha pedirá, em primeiro lugar, para Toffoli reconsiderar a decisão que suspendeu a propaganda eleitoral da chapa nos perfis não informados à Justiça Eleitoral no prazo estipulado.
A determinação do ministro também vetou os repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e a participação de Renan em debates de rádio, TV, podcasts e outros meios de comunicação.
Se houver negativa, a defesa pretende evocar o regimento interno da Corte para alegar que o ministro deve levar o caso ao plenário.
Em paralelo, os advogados também devem apresentar nesta terça-feira um mandado de segurança que pede a cassação das decisões judiciais por "ilegalidade manifesta e caráter teratológico".
Apesar de o Missão entender a decisão de Toffoli como "ilegal" e de Renan Santos já ter dito em entrevistas que "decisão ilegal não se cumpre", a defesa afirma que ele está orientado a respeitar as determinações de Toffoli e que está cumprindo isso.
Renan tem desmarcado a participação em sabatinas de veículos de comunicação após a decisão e escalado a coordenadora de campanha, Amanda Vettorazzo, para falar por ele.
A campanha alega que outros candidatos a diversos cargos também não informaram perfis de redes sociais no prazo determinado e que Renan foi prejudicado por tentar fazer a correção junto à Justiça Eleitoral.
Na prática, ao não indicar todos os perfis à Justiça, os candidatos fazem um "drible" e conseguem continuar impulsionando conteúdo nas redes sociais nesses perfis e, assim, serem recomendados pelos algoritmos, o que é vetado por lei porque fere a isonomia.



