Direita usará 7/9 para defender Mendonça e colocar Alcolumbre na mira
Data simbólica vai testar mobilização do bolsonarismo nas ruas
A direita aposta na data de 7 de Setembro para inflar mobilizações nas ruas com protestos temáticos sobre a crise vivida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e discursos em defesa do ministro André Mendonça.
Nos ataques, para além do foco já previsto no ministro Alexandre de Moraes, e no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), outros nomes estão na mira: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Aliados do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, admitem que a data simbólica para o bolsonarismo estava sem grande engajamento até então. A avaliação, agora, é de que a crise deu aderência à data e de que até mesmo os que buscavam uma atuação mais moderada voltaram a se engajar.
Aliados de Flávio usam a crise da Suprema Corte para apostar em um crescimento do senador na disputa presidencial sob o argumento de que, historicamente, o bolsonarismo sempre criticou Moraes e atacou excessos do STF.
Os protestos vão testar a capacidade de mobilização do bolsonarismo nas ruas em um momento em que Flávio também está implicado no caso Master a partir de desdobramentos sobre o financiamento do filme que homenageia o pai, Jair Bolsonaro, o "Dark Horse".
O candidato tem sustentado que "alguma ação ilegal" está sendo feita contra ele para reagir às revelações feitas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça e desgastá-lo eleitoralmente.
Flávio acusou nesta sexta-feira (4) o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de tentar proteger o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em meio à pressão para que a Casa analise pedidos de impeachment contra o magistrado.



