Federação União Progressista rediscutirá neutralidade logo após 1º turno
Partidos marcaram reunião para tomar decisão no dia 6 de outubro; até lá, caciques esperam reduzir divisões e retomar alianças com o senador Flávio Bolsonaro

A Federação União Progressista marcou para 6 de outubro uma reunião para rediscutir a posição de neutralidade no cenário presidencial.
Até a data do encontro, que ocorre exatos dois dias após o primeiro turno das eleições, caciques esperam reduzir divisões e retomar alianças com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Como o cenário no Congresso Nacional já estará definido, a avaliação é de que haverá menos resistência.
O Palácio do Planalto atuou para conseguir a neutralidade da federação e de outras siglas do centrão, como o Republicanos, durante o primeiro turno.
Um dos objetivos era isolar Flávio Bolsonaro, inviabilizar alianças e, com isso, reduzir o tempo de propaganda de rádio e TV e empurrar o senador do PL para uma configuração de chapa pura.
Do outro lado, as siglas do centrão – que têm forte divisão interna – puderam se movimentar livremente no primeiro turno.
No Nordeste, muitos parlamentares são mais alinhados a Lula do que ao bolsonarismo e o centrão quis priorizar palanques regionais.
Havia uma expectativa de pacto de não agressão em algumas localidades como o Piauí, terra de Ciro Nogueira (PP), que é presidente da federação e tenta se reeleger senador.
O PT estadual, no entanto, nunca confirmou isso e a última ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Piauí confirmou o cenário.
Durante discurso em Teresina, Lula deu enfático apoio a Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) para o Senado. Na ocasião, sem citar Ciro, disse que "não tem outro candidato" e que "não aceita vira-lata".
No estado, a leitura foi de que o termo foi usado para se referir ao presidente do PP. O próprio Ciro Nogueira tem disparado o vídeo com a declaração de Lula quando questionado sobre a possibilidade da federação rever a posição de neutralidade após o primeiro turno.


