Fim da taxa das blusinhas vira ativo eleitoral para PT e PL
Bolsonaristas defendem a extinção definitiva de cobrança

A votação da MP que trata do fim da chamada “taxa das blusinhas” virou um ativo eleitoral para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parlamentares da base aliada, mas também para a oposição, com parlamentares ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
O PL tem adotado o discurso de que sempre será contra os aumentos de impostos que o governo Lula colocou. Essa linha é adotada, por exemplo, pelo líder da bancada na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).
Isso já dá um indicativo de que a sigla está tão interessada quanto o governo em manter a suspensão da taxação feita por medida provisória pelo governo Lula em maio.
O texto vence no dia 8 de setembro, ou seja, pouco menos de um mês do primeiro turno da eleição. A cobrança pode voltar a ser feita caso os parlamentares não aprovem o texto.
O interesse despertado entre camadas da oposição também impulsionou o deputado federal Rodrigo Valadares (PL-SE) a anunciar uma candidatura avulsa à presidência da comissão mista que vai analisar a medida provisória.
Segundo o parlamentar, que é candidato ao Senado, a prioridade será trabalhar para que o fim da cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 seja consolidado de forma definitiva na legislação.
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não anunciaram quem vai presidir e relatar a comissão.
O colegiado deve ser instalado no dia 1º de setembro, na única semana que resta de esforço concentrado para os parlamentares até a eleição.
O presidente Lula tratará sobre a taxa das blusinhas com os presidentes das duas casas na próxima quarta-feira (26).
Em entrevista à Record neste domingo (23), Lula falou que a expectativa é anunciar o fim da cobrança.
“Falei com Alcolumbre e vamos anunciar o fim da taxa das blusinhas para quem gosta de comprar as coisinhas de fora”, afirmou.



