Flávio aposta em Congresso "de direita" contra Lula no 2º turno
PL prepara discurso de que governo Lula seria inviabilizado com Legislativo com maioria da oposição
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) aposta as fichas na eleição do Congresso Nacional para criar desgastes para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno na disputa presidencial.
A projeção do PL é de que a eleição para Câmara e Senado deve render um Legislativo majoritariamente contra Lula e que o resultado poderá ser explorado como trunfo.
A estratégia será colocar Flávio como o único candidato que poderá materializar promessas e mudanças porque pode ter maioria no Congresso e apoio para aprovar medidas.
Lula teve uma base instável no terceiro mandato mesmo após mudanças feitas na Esplanada dos Ministérios no meio da gestão para acomodar partidos do centrão.
A relação, hoje pacificada com a cúpula da Câmara e do Senado, foi marcada por ruídos. Com o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), a reproximação se deu no final de 2025, depois de períodos de tensão ao longo do ano.
Com Alcolumbre, a relação foi ainda mais problemática e a reaproximação recente ainda gera expectativas no Planalto por dividendos eleitorais para o 2º turno, como a votação fim da jornada 6x1.
Flávio teve alianças para a eleição inviabilizadas pela posição de neutralidade de partidos do centrão e pela decisão de outros partidos de centro e centro-direita de terem candidatos próprios na disputa presidencial.
O time do senador espera conseguir ampliar o rol de apoios após o 1º turno e buscará partidos e adversários.



