Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Flávio pede que Justiça investigue propaganda sem áudio na TV

Notícia-crime foi endereçada à 1ª Zona Eleitoral de Brasília e solicita ainda manutenção de gravações por emissoras

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL)  acionou a 1ª Zona Eleitoral de Brasília com um pedido de investigação sobre a veiculação sem áudio da propaganda política do candidato na TV na última segunda-feira (12).

A defesa de Flávio sustenta que nunca, em nenhuma eleição presidencial anterior, o programa de um candidato havia sido transmitido em rede nacional sem áudio.

A peça assinada pelos advogados Mattheus Macedo, Tracy Reinaldet e Leonardo Castegnaro pede que as emissoras de televisão sejam oficiadas para preservar o material da gravação. A defesa também solicita a autorização para a produção de outros elementos de prova sobre o caso.

No dia da veiculação, feriado nacional dedicado à Nossa Senhora Aparecida, o programa de Flávio foi disparado apenas com transmissão de imagens e sem som algum.

"O programa eleitoral de um candidato à Presidência da República foi silenciado, no dia e sobre o tema mais sensíveis de sua campanha, por “falha” ocorrida dentro da estrutura responsável por exibi-lo, e até agora ninguém sabe dizer por que, por obra de quem, nem por que razão o programa do candidato adversário pôde ser corrigido e o do Noticiante não", afirmam.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou que a veiculação sem áudio ocorreu devido a um problema técnico no Pool de Mídias, no momento de finalização dos arquivos tanto de Flávio quanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Contudo, houve tempo hábil para a correção do problema antes da exibição da segunda propaganda, do candidato Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou a corte eleitoral.

O time jurídico de Flávio sugere uma correlação entre o fato e a disparada de fake news no final de setembro de que o senador e grupos alinhados pretendiam tirar o título da santa de Padroeira do Brasil. Apesar do reconhecimento do TSE sobre o conteúdo de desinformação, a defesa de Flávio afirma que a pauta se tornou uma "das principais armas da campanha adversária".

A campanha de Flávio alega que a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) limitou-se a afirmar que a "exibição do dia estava a cargo de outra empresa que integra o pool de emissoras", sem indicar qual, e a refutar "a informação de que foi responsável por qualquer erro".

A notícia-crime busca estabelecer uma correlação de fatos a serem apurados, com a argumentação de que a empresa estatal é presidida por Antonia Pellegrino, esposa de Marcelo Freixo, ex-presidente da Embratur, e amiga da primeira-dama Janja.

"A EBC é presidida, desde 10.04.26, por Antonia Pellegrino, esposa de Marcelo Freixo, ex-presidente da Embratur, nomeada, segundo a imprensa, a pedido da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, de quem é amiga pessoal12, isto é, a mesma primeira-dama que, em 28.09.26, difundiu em palanque a fake news da Padroeira", afirmam os advogados.