Indexa: 30% dos eleitores relatam ter recebido conteúdo suspeito de IA
48% afirmam que ignoraram e apenas 18% procuraram verificar veracidade

Três em cada dez eleitores brasileiros afirmam ter recebido ou visto, durante a campanha eleitoral, alguma imagem, vídeo, áudio ou texto que suspeitaram ter sido criado ou alterado com o uso de inteligência artificial.
O dado faz parte da nova pesquisa Indexa Broadcast, realizada entre os dias 27 e 29 de setembro.
58% dos entrevistados afirmam não ter identificado esse tipo de material durante a campanha e 12% não souberam responder.
A pesquisa também investigou como os eleitores que identificaram esses conteúdos reagiram diante da suspeita.
Entre esse grupo, 48% afirmam que simplesmente ignoraram o material e não fizeram nada. Apenas 18% procuraram verificar se o conteúdo era verdadeiro. Outros 14% apagaram ou excluíram o material e 12% denunciaram o conteúdo na rede social ou aplicativo.
Uma parcela menor, de 3%, compartilhou ou encaminhou o conteúdo, enquanto 2% bloquearam ou deixaram de seguir o responsável pela publicação.
Para Arilton Freres, CEO da Indexa Pesquisas, os números mostram que o uso de inteligência artificial deixou de ser apenas uma discussão sobre as ferramentas utilizadas pelas campanhas e passou a fazer parte da experiência relatada por uma parcela dos eleitores.
“A inteligência artificial acrescenta uma nova dificuldade para o eleitor porque a dúvida passa a fazer parte do próprio consumo da informação. É importante observar o que foi feito diante da suspeita de receber estes conteúdos. A pesquisa mostra que a verificação ativa ainda é uma atitude minoritária entre aqueles que relatam ter se deparado com esse tipo de material”, explica.
A pesquisa Indexa Broadcast ouviu 2.000 eleitores em todo o país, por meio de entrevistas individuais por telefone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00698/2026.



